Até a década de 1990, em vários países, a diversificação do ensino médio era garantida a partir da oferta de dois tipos de cursos: cursos acadêmicos (tipo clássico ou científico) que eram vinculados à continuidade no ensino superior; e cursos voltados a ocupações bastante definidas (no caso brasileiro, o curso normal ou técnico).
No Brasil, os cursos acadêmicos sempre serviram como modelo principal de ensino médio. Com as reformas dos anos 1990, instalou-se praticamente um modelo único de ensino médio voltado para o chamado “vestibular”.
Hoje, ao atrelar o Exame Nacional do Ensino Médio - Enem aos vestibulares, o ensino médio propedêutico tornou-se ainda mais nítido. Mesmo os cursos técnicos, por exigência de sua regulamentação, contam com carga horária extensa, devido a obrigatoriedade de disciplinas acadêmicas, preparatórias para um ensino mais completo.
As reformas empreendidas no ensino médio, no Brasil, entretanto, passaram ao largo das mudanças promovidas nos países desenvolvidos onde, por um lado, o ensino médio não acadêmico teve intensificado os conhecimentos acadêmicos de forma contextualizada e relevante para as atividades ocupacionais e o exercício da cidadania num mundo de economia globalizada; e por outro, ganhou ênfase o ensino de competências mais abrangentes, focadas em áreas ocupacionais bem definidas.
No Brasil, erigiram o ensino acadêmico como modelo ideal, ignorando o mercado de trabalho existente no país e as elevadas taxas de deserção nesse nível de ensino.
O objetivo do Seminário Internacional sobre Ensino Médio Diversificado, a ser realizado no próximo dia 17 de setembro, é identificar, a partir da análise do mercado de trabalho no Brasil e dos dados do ensino médio, a inspiração das experiências desses vários países, as variáveis que são comuns a políticas educacionais de ensino médio diversificado que produzem bons resultados.
Público-alvo: gestores do ensino público
e privado; secretários municipais e estaduais de educação;
parlamentares; professores e especialistas em Educação; estudantes
de pedagogia; entre outros.
Local: Auditório Nereu Ramos | Câmara dos Deputados |
Brasília –DF
| 8h00 às 9h00 | Credenciamento |
| 9h00 às 9h30 | Cerimônia de Abertura Deputado Arlindo Chinaglia - Presidente da Câmara dos Deputados Fernando Haddad - Ministro da Educação Deputado Gastão Vieira - Presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados Antonio Oliveira Santos - Presidente do Sistema CNC-SESC-SENAC João Batista Araújo e Oliveira - Presidente do Instituto Alfa e Beto - IAB |
| 9h30 às 10h30 | Jovens, ensino médio, ensino profissional
e mercado de trabalho no Brasil Cláudio de Moura Castro, Faculdades Pitágoras, Brasil |
| 10h30 às 11h00 | Debate |
| 11h00 às 11h15 | Intervalo |
| 11h15 às 12h15 | O ensino médio nos países da OCDE:
visão geral Pasi Sahlberg, European Training Foundation, Italia |
| 12h15 às 12h45 | Debate |
| 12h45 às 14h00 | Brunch oferecido pela organização | 14h00 às 15h00 | As mudanças no sistema de formação
profissional dos países germânicos Irmgard Frank, BIBB, Alemanha |
| 15h00 às 15h30 | Debate |
| 15h30 às 15h45 | Intervalo |
| 15h45 às 16h45 | A experiência das “Career Academies”
nos Estados Unidos David Stern, Universidade de Berkeley, EUA |
| 16h45 às 17h15 | Debate |
| 17h15 às 18h30 | Conclusões e Encerramento |