Professor defende autonomia gerencial de universidades públicas
O professor da Faculdade de Economia da Universidade do Porto (Portugal) Pedro Teixeira defendeu a autonomia gerencial das instituições públicas de ensino superior como um mecanismo para torná-las mais eficientes e aproximá-las da realidade socioeconômica. Nesse modelo, adotado por diversos países, essas instituições seguem regras de mercado, que estimulam a concorrência. O Estado deixa de ter o controle direto das instituições para assumir o papel de supervisor.
Pedro Teixeira participa do seminário internacional sobre modelos de financiamento do ensino superior, promovido pela Comissão de Educação e Cultura em parceria com o Sistema Confederação Nacional do Comércio (Sesc-Senac).
Ele explicou que, nesse tipo de gestão, os sistemas de avaliação passam a ter uma importância muito maior, para garantir informação adequada sobre a qualidade do ensino. "Quanto mais autonomia, mais concorrência, mais liberdade. Assim, é mais importante o papel do Estado no sentido de garantir a informação sobre a qualidade do ensino superior", reforçou Teixeira.
O professor ainda lembrou que as mudanças no modelo de gestão das universidades foi deflagrado pela crescente falta de recursos do Estado para o financiamento dessas instituições.
Fonte: Noeli Nobre - Agência Câmara
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