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Mercado exige educação profissional continuada, diz professora

Foto: Luiz Xavier

Auditório do seminário O ensino profissionalizante não deve se limitar a cursos eventuais, na opinião da coordenadora do Centro Técnico Pedagógico do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), Maria Helena Barreto Gonçalves. Durante o seminário internacional "Fronteiras do Ensino Profissional", promovido nesta segunda-feira (10) pela Comissão de Educação e Cultura, a professora destacou a formação continuada como estratégia do Senac para cumprir seus objetivos de oferecer capacitação técnica aos setores de comércio, serviços e turismo. "Organizamos a oferta de cursos de modo a atender aos desafios do mercado de trabalho", explicou.

Segundo Gonçalves, essa filosofia orienta toda a prática pedagógica do Senac, desde sua criação, em 1946. Esse princípio, complementou, norteia o trabalho da entidade nos cursos de curta duração, de graduação e de pós-graduação. Assim, prosseguiu, o sistema permite que o profissional seja sujeito de seu itinerário de aprendizagem.

"Ele pode decidir quando e como estudar, de acordo com as suas possibilidades e seus interesses profissionais", disse. A coordenadora ressaltou ainda que atualmente, cada vez mais existem empresas que motivam os trabalhadores a permanecerem em cursos de educação profissional continuada.

O coordenador-geral de planejamento e gestão da Secretaria de Ensino Profissional e Tecnológico do Ministério da Educação, Alexandre Vidor, anunciou que, segundo o plano de expansão do governo, até 2010 haverá 354 escolas de ensino profissional no País. Vidor destacou o papel da Câmara na aprovação, no último dia 5, do Projeto de Lei 3775/08, do Poder Executivo, que estabelece um novo modelo de ensino profissional e tecnológico ao criar a rede federal de educação profissional.

Discussão continuada
O seminário, encerrado hoje, teve como objetivo analisar experiências internacionais de ensino profissionalizante que deram bons resultados. A discussão foi sugerida pelo presidente da comissão, deputado João Matos (PMDB-SC). A discussão faz parte de um projeto mais amplo do colegiado, com a realização de vários seminários temáticos internacionais tais como educação infantil, ensino médio, superior e profissionalizante.

Ao encerrar o evento, Matos destacou que o Brasil tem tradição de formar bacharéis, em detrimento de investimentos em capacitação técnica. "Temos que inverter esses modelo, pois o mercado de trabalho requer cada vez mão-de-obra com especialização técnica", enfatizou. Os debates foram presididos pelo deputado Severiano Alves (PDT-BA), que chamou atenção para o empenho da comissão em dialogar com os setores que representam todos os segmentos da educação no Brasil.


Fonte: Agência Câmara - Reportagem - Antonio Barros / Edição - Newton Araújo Jr.

 

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